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Com
um cochicho apenas, o adestrador conseguiu acalmar a Rottweiler
em trabalho de parto que não deixava o veterinário
se aproximar.
Num certo
dia recebi o telefonema
de uma veterinária, colega minha, que também
trabalhava em atendimento em domicílio. A cadela Rottweiler
de uma cliente sua estava em trabalho de parto e com problemas.
Como minha colega estava sem condições de ir
até o local fazer o acompanhamento naquele momento,
ela me pediu para ir em seu lugar. Como eu estava livre, acabei
indo.
Chegando lá, percebi que a cadela realmente estava
com dificuldade para colocar o filhote para fora (estava entalado).
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Acontece
que cada vez que eu tentava me aproximar, ela ficava uma fera
e queria me atacar.
Sua "dona" então, pediu-me para aguardar um
momento, porque tinha entrado em contato com o adestrador e
ele estava a caminho. Ela acreditava que, quando ele chegasse,
a cadela me deixaria aproximar - coisa que eu não apostava
muito.
Assim que o rapaz, Rogério, chegou, foi direto ver a
mamãe. Ajoelhou-se e começou a falar com ela bem
baixinho e com muita calma. Após alguns minutos, fez
sinal para eu me aproximar, dizendo que poderia trabalhar tranquilo.
Confesso que fui, mas com um certo receio, pois ele não
me preparou nenhuma contenção para o caso de ela
querer me atacar.
O tempo mostrou que minha preocupação era infundada,
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pois
pude ajudar a cadela a ter seus filhos e ela, durante todo o
parto, ficou muito tranquila, mostrando confiança no
adestrador.
Daquele dia em diante, tornei-me um admirador do modo daquele
rapaz trabalhar, pois sem nunhum gesto ou palavra mais dura
ou agrassiva fez com que a cadela, inicialmente assustadora,
se portasse de maneira exemplar enquanto eu trabalhava.
Não preciso dizer que começei a recomenda-lo sempre
que algum cliente me perguntava se conhecia algum adestrador
- coisa que não costumo fazer, pois, se o cliente não
ficar satisfeito, acaba sobrando pra quem indicou.
A impressão que ele passa, segundo os clientes que tem
cãe adestrados por ele, é de que os bichinhos
são hipnotizados: assim que ele começa a conversar
com os amiguinhos, eles vão se acalmando e prestando
atenção em suas palavras, já no primeiro
contato.
Não estou aqui querendo fazer propaganda pois, nem eu
nem ele com certeza precisamos. Só queria demonstrar
minha admiração por seu trabalho, principalmente
porque, estando no meio, sei de muitos adestradores que não
possuem qualificação necessária para educar
o seu amiguinho.
Este tipo de trabalho é extremamente difícil,
pois é necessário saber conhecer e como proceder
na educação de cada bichinho, pois cada um tem
a sua personalidade. E é importante que se use tanto
a delicadeza quanto a firmeza na hora certa e de maneira equilibrada.
Senhores "pais", escolham bem o professor de seu(sua)
filhinho(a).
Adestradores, tratem com amor e carinho os bichinhos, pois é
assim que eles serão tratados por seus "donos".
Roberto
Assakawa é médico veterinário com
consultório móvel em São Paulo.
Se quiser mandar um e-mail para o Dr. Roberto, clique
aqui. |
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